Entre e aconchegue-se, a casa é sua!

"Agradeço muito por você fazer parte da minha viagem, e por mais que nossos assentos não estejam lado a lado, com certeza, estamos no mesmo vagão."

"Se você sabe explicar o que sente, não ame,
o amor foge de todas as explicações possíveis."

"Todos ganham presentes, mas nem todos abrem o pacote."

"Não quero ter a terrível limitação
de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido.
Eu não:
QUERO UMA VERDADE INVENTADA."



"Está em nossas mãos criar as condições que nos permitam descobrir uma forma diferente de ser. Por que não agir como a borboleta que acreditou que não deveria se limitar a uma existência de lagarta e, hoje, trocou sua vida limitada pela LIBERDADE DE VOAR POR ENTRE AS FLORES."

"Acalma meu passo, Senhor.
Desacelera as batidas do meu coração, acalmando a minha mente.
Diminua meu ritmo apressado com uma visão da eternidade do tempo.
Em meio às confusões do dia a dia, dê-me a tranqüilidade das montanhas.
"





domingo, 6 de junho de 2010

Se puder, sem medo



"Deixa em cima desta mesa a foto que eu gostava pr'eu pensar que o teu sorriso envelheceu comigo.

Deixa eu ter a tua mão mais uma vez na minha pra que eu fotografe assim meu verdadeiro abrigo.

Deixa a luz do quarto acesa, a porta entreaberta, o lençol amarrotado mesmo que vazio.

Deixa a toalha na mesa e a comida pronta, só na minha voz não mexa, eu mesmo silencio.

Deixa o coração falar o que eu calei um dia.

Deixa a casa sem barulho achando que ainda é cedo.

Deixa o nosso amor morrer sem graça e sem poesia.

Deixa tudo como está e se puder, sem medo.

Deixa tudo que lembrar, eu finjo que esqueço.

Deixa, e quando não voltar eu finjo que não importa.

Deixa eu ver se me recordo uma frase de efeito pra dizer te vendo ir fechando atrás da porta.

Deixa o que não for urgente que eu ainda preciso.

Deixa o teu olhar doente pousado na mesa.

Deixa ali teu endereço, qualquer coisa aviso.

Deixa o que fingiu levar, mas deixou de surpresa.

Deixa eu chorar como nunca fui capaz contigo.

Deixa eu enfrentar a insônia como gente grande.

Deixa ao menos uma vez eu fingir que consigo, se o adeus demora a dor no coração
expande.

Deixa o disco na vitrola pr'eu pensar que é festa.

Deixa a gaveta trancada pr'eu não ver tua ausência.

Deixa a minha insanidade, é tudo que me resta.

Deixa eu por à prova toda minha resistência.

Deixa eu confessar meu medo do claro e do escuro.

Deixa eu contar que era farsa minha voz tranqüila.

Deixa pendurada a calça de brim desbotado, que como esse nosso amor, ao menor vento oscila.

Deixa eu sonhar que você não tem nenhuma pressa.

Deixa um último recado na casa vizinha.

Deixa de sofisma e vamos ao que interessa.

Deixa a dor que eu lhe causei, agora é toda minha.

Deixa tudo que eu não disse, mas você sabia.

Deixa o que você calou, e eu tanto precisava.

Deixa o que era inexistente, e eu pensei que havia.

Deixa tudo o que eu pedia, mas pensei que dava."

(por Oswaldo Montenegro)

3 comentários:

legalmente loira... disse...

querida ivy,
que linda escolha.. doce...suave...
amo osvaldo montenegro.
suas composições são lindas poesias!!
linda semana com bjos.

Leandro Ruiz disse...

Ivy estou passando para agradecer a vossa visita comentada em meu blog e por me seguir, já estou te seguindo também, adorei o seu blog, simplesmente D+...
Abraço de Paz!

Ivy disse...

Rita, minha linda, que bom ver vc de volta depois de lamber as crias... rsss
Tb adoro o Oswaldo, ele é um verdadeiro poeta.
Bjs, minha linda.

Leandro, seja bem vindo e volte sempre.
Achei seu blog show, vou visitá-lo mais vezes, viu!?
Abraço de Paz pra vc tb.