Entre e aconchegue-se, a casa é sua!

"Agradeço muito por você fazer parte da minha viagem, e por mais que nossos assentos não estejam lado a lado, com certeza, estamos no mesmo vagão."

"Se você sabe explicar o que sente, não ame,
o amor foge de todas as explicações possíveis."

"Todos ganham presentes, mas nem todos abrem o pacote."

"Não quero ter a terrível limitação
de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido.
Eu não:
QUERO UMA VERDADE INVENTADA."



"Está em nossas mãos criar as condições que nos permitam descobrir uma forma diferente de ser. Por que não agir como a borboleta que acreditou que não deveria se limitar a uma existência de lagarta e, hoje, trocou sua vida limitada pela LIBERDADE DE VOAR POR ENTRE AS FLORES."

"Acalma meu passo, Senhor.
Desacelera as batidas do meu coração, acalmando a minha mente.
Diminua meu ritmo apressado com uma visão da eternidade do tempo.
Em meio às confusões do dia a dia, dê-me a tranqüilidade das montanhas.
"





segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Apaixone-se por mim...

"Apaixone-se por mim...
Não um amor de mesa posta, talheres de prata, toalha de renda, porcelana inglesa, terça-feira, água morna, gaveta arrumada.

Apaixone-se por mim...
De madrugada, passada das cinco, à meia voz, ou no meio de uma tarde de chuva, rua alagada, sapato encharcado, roupa colada e amor faminto, urgente, latejante, um amor de carne, sangue e vazantes, um amor inadiável de perder o rumo, o prumo e o norte, me ame um amor de morte.

Não me dê um amor adestrado que senta, deita, rola e finge de morto, que late e abana o rabo, um amor quadrado que pensa muito antes de mais nada.

Me ame um amor insano, felino, sorrateiro e, assim que eu me distrair, me crave os dentes, as unhas, role comigo e perca-se em mim e seja tão grande a ponto de me deixar perder.

Apaixone-se por mim...
Com um amor de gente, humano e, às vezes, quase triste, cheio de medo e de coragem, passagem só de ida, mãos trêmulas para toda vida, um amor de gargalhada solta e olhos úmidos, mãos dadas e beijos múltiplos, orgasmos muitos e pernas enroscadas.

Apaixone-se por mim..
De forma desmedida, ame minhas curvas, minha vulva, minha carne, me fecunde e se espalhe por meus versos, meus reversos, meus entalhes, perca-se nos detalhes, demore o quanto quiser, sem pressa.

E permita que eu faça o mesmo..."

(Autor desconhecido)
PS: Se alguém souber a autoria, por favor me deixe uma mensagem.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Como ajudar as vítimas de enchentes no Rio


"Aquele que tem caridade no coração tem sempre qualquer coisa para dar."


Chuvas provocam a maior tragédia climática do Rio de Janeiro
.

Temporal atinge principalmente Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis, deixando centenas de mortos e milhares de desabrigados.

Os produtos de maior necessidade são água e leite (em recipientes lacrados, de preferência comprados em supermercados), colchonetes (colchões não serão aceitos), alimentos não-perecíveis (arroz, feijão, óleo, massas, biscoitos etc.), roupas, material de limpeza (principalmente água sanitária e cloro) e artigos de higiene pessoal (escovas e pasta de dentes, sabonete etc.)


Algumas orientações a quem quer ajudar: separar roupas masculinas, femininas e infantis antes de doar, amarrar pares de sapatos e observar prazo de validade de remédios.

"A caridade é o amor, é o sol que Nosso Senhor fez raiar claro e fecundo; alegrando nesta vida a existência dolorida dos que sofrem neste mundo."

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Eu vim aqui pra fazer festa...

"Não tenho vinte e poucos anos.
Mas trago uma menina muito nova em mim,
Sou feito de perdas e danos,
Me contradigo,
Me surpreendo no fim.

Às vezes durmo vendo estrelas;
Às vezes vou na contramão;
Às vezes sou beleza rara;
Às vezes dor e solidão.

Por isso vim me apresentar
E pedir a sua benção, meu Senhor!
Eu vim aqui pra fazer festa,
Eu vim brincar de ser mulher,
De ser criança."

(Ivy Liv - Inspirada na música 'Quando chove' do Vander Lee)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Dia de Faxina

Como de costume, todo início de ano eu faço uma faxina em mim...
Tiro os primeiros dias do ano pra repensar como foi o ano que acabou, o que ganhei e o que perdi, o que fiz e o que deixei de fazer, o que falei e o que calei, quais os projetos que realizei e quais deixei cair no esquecimento...
E aí, refaço minhas metas para o ano que se inicia.
Posso dizer que 2010 não foi um ano ótimo, mas com certeza foi um ano bom...
E com essa certeza digo que vou fazer 2011 ser um ano ótimo.
De repente descubro que é a hora de fazer uma mudança radical na minha vida, chegou a hora de pôr em prática, pra valer, os projetos que estão, ali no canto, me esperando para acontecer.
Então recebo esse ano de braços e peito abertos atenta aos presentes da vida e disposta a abrir minhas asas para voar...

Deixo pra vocês esse texto, que eu acho bem legal, da Rosy Beltrão.

"Estava precisando fazer uma faxina em mim...
E fiz: abrindo o armário.

Assim como jogar alguns pensamentos indesejados fora, lavar algumas essências que andam meio que enferrujadas, pois já não brilhavam.

Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais. Joguei fora alguns sonhos, algumas ilusões.

Papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei, joguei fora a raiva e o rancor das flores murchas que estavam dentro de um livro que não li.

Olhei para meus sorrisos futuros e minhas alegrias pretendidas, e as coloquei num cantinho, bem arrumadinhas.

Fiquei sem paciência, tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão:

Paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de um amigo, lembranças de um dia triste, mas havia lá, outras coisas e belas!!!

Um passarinho cantando na minha janela...
Aquela lua cor de prata que vi na praia, o pôr do sol nas montanhas...

Fui me encantando e me distraindo olhando para cada uma daquelas lembranças. Sentei no chão, para poder fazer minhas escolhas.

Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou. Peguei as palavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima, pois quase não as uso, também joguei fora no mesmo instante!

Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o que faria com elas. Se as esquecia lá mesmo ou se mandava para o lixão.

Aí, fui naquele cantinho, bem naquela gaveta que a gente guarda tudo o que é mais importante:

O amor, a alegria, os sorrisos, um dedinho de fé para os momentos que mais precisamos, e sabe o que descobri ?

Que tinha uma jóia lá, toda embrulhadinha, tão rara e preciosa, talvez o maior bem que possua.

Eu não a usava há muito tempo. Nem sabia que a tinha mais, tinha me esquecido, mas, ela estava lá e quando eu a olhei, ela brilhou para mim, como sempre o fizera.

Peguei-a entre os dedos e fiquei apreciando. Assim, embevecida e encantada, cuidei dela com muito carinho, despejei meu amor por entre suas frestas e não deixei de usá-la mais.

Agora mesmo eu a estou usando para falar com você. Pode saber o que é?

Sim, amigo, é minha arte de escrever, de brincar com o teclado e com o jogo de letras que se fazem visíveis no meu pensamento mesmo antes dos dedos tocarem o teclado, mas, que às vezes, parece que são mais rápidos do que ele e posso me divertir mais assim. E com uma simples frase, escrever uma história inteira.

Em dia de faxina, sempre fica tudo uma bagunça incrível, desorganizamos tudo, para colocar em ordem depois, mas, melhor é desorganizar a ordem, porque fica tudo certinho.

Bem, assim... mais fácil para mim.

Recolhi com carinho o amor encontrado, dobrei direitinho os desejos, coloquei perfume na esperança, passei um paninho na prateleira das minhas metas, deixei-as à mostra, para não perdê-las de vista.

Coloquei nas prateleiras de baixo algumas lembranças da infância, na gaveta de cima as da minha juventude e, pendurado bem à minha frente, coloquei o meu amor, pois eu o uso a todo instante, mantenho-o sob meu olhar de paixão incontida, banho-o todos os dias com ternura, dou-lhe atenção de menina, durmo com ele, bem juntinho ao meu lado e encho-o de beijinhos melados...

E ele?... Bem...

Ele retribui!"